Morreu Luísa Diogo, vítima de doença
Perdeu a vida, nesta sexta-feira, a antiga primeira-ministra, Luísa Diogo, vítima de doença, em Portugal.
Luísa Diogo, economista e política, nasceu a 11 de Abril de 1958, na província de Tete. Luísa Diogo foi a primeira mulher a chefiar um Governo em Moçambique.
Ocupou vários cargos no Governo, tendo sido ministra do Plano e Finanças, entre 1999 e 2005. Tornou-se Primeira-Ministra, em Fevereiro de 2004, acumulando esta pasta com a de ministra do Plano e Finanças.
Filha de um enfermeiro e de uma doméstica, Luísa Diogo fez os seus estudos em Tete. Posteriormente, em Maputo, onde frequentou o curso de Contabilidade no Instituto Comercial até 1979.
Em 1983, obteve o bacharelato em Economia pela Universidade Eduardo Mondlane e concluiu o Mestrado em Economia Financeira em 1992, à distância, pela Universidade de Londres.
Em 1980 foi admitida no Ministério das Finanças, como técnica do Departamento dos Sectores Económicos e de Investimento. Um ano depois, em 1984, tornou-se Chefe-Adjunta do mesmo departamento.
Mais tarde, em 1986, foi nomeada Chefe do Departamento do Orçamento do Ministério das Finanças e, entre 1989 a 1992, Directora Nacional do Orçamento.
Além de desempenhar vários cargos no Governo, entre 1993 e 1994, Luísa Diogo foi Oficial de Programas no Banco Mundial em Moçambique.
Ocupou, também, cargos de topo em várias empresas. Em 2012, tornou-se Presidente do Conselho de Administração do Barclays Bank de Moçambique, actual Absa Bank Moçambique, SA.
Em 2018, a antiga governante foi nomeada presidente do Parque Industrial de Beluluane.
Na área académica, Luísa Diogo lançou, em 2013, o livro “A Sopa da Madrugada”. A obra fala sobre as suas memórias nos bastidores da governação em Moçambique, entre 1994 e 2009, e foca-se nos desafios pós-guerra, reformas económicas e o papel da mulher na governação.
No ramo político, foi membro sénior da Frelimo, partido no poder, desde 1975.
Foi pré-candidata nas eleições internas da Frelimo, em 2014, tendo sido vencida na segunda volta pelo ex-Presidente da República, Filipe Nyusi.
Fonte:O país
